Sites como o Ashley Madison, que inaugura neste mês sua operação no Brasil, prometem – com discrição – facilitar a vida de quem procura um relacionamento extraconjugal
Você é casado (a), tem uma vida estabilizada e está financeiramente bem estabelecido (a). No entanto, percebe que falta um brilho, uma aventura capaz de tirá-lo (a) um pouco da rotina cotidiana. O tradicional, nesses casos, seria procurar um affair em bares, happy hours ou até mesmo entre os colegas de trabalho e conhecidos.
Mas, assim como revolucionou boa parte das relações humanas, a internet pode, também, auxiliá-lo (a) a trair de uma maneira mais prática. Ou, pelo menos, mais discreta. E é com esse propósito que sites de relacionamento como o Ashley Madison – que lançou neste mês suas operações no Brasil – vem conquistando um impressionante número de adeptos e vislumbrando um crescimento ainda maior em novos mercados.
“Nós não inventamos a traição. O ser humano sempre traiu. A diferença é que, caso a pessoa realmente escolha ter um caso extraconjugal, oferecemos meios para que ela faça isso de uma maneira respeitosa”. Dessa maneira que Noel Biderman, CEO do site canadense Ashley Madison explica a finalidade de sua empresa, que foi criada há dez anos e que, atualmente, já atua em 15 países e soma mais de 10 milhões de usuários, em todo o mundo.
Segundo ele, a ideia de criar uma espécie de difusor de infidelidade veio justamente da percepção de que os usuários de sites de relacionamento não eram, na verdade, tão solitários assim. Biderman explica que, após muitas conversas e pesquisas, descobriu que muitas pessoas recorriam à web para procurar um caso extraconjugal, com a ideia de que, protegidas pela tela do computador, correriam menos risco de se expor e de criar problemas com os respectivos cônjuges.
Mulheres infiéis
Ao contrário do que possa parecer, o fundador do site não tem uma visão pessimista acerca do amor e dos relacionamentos. “As pessoas podem amar, preservar seus parceiros, e, ao mesmo tempo, estarem insatisfeitas com algo que só será preenchido com um caso extraconjugal”. Segundo ele, esse é o típico perfil do usuário (na verdade, da usuária) que procura os serviços do Ashley Madison, uma vez que 70% da base de cadastrados em todo o mundo são de pessoas do sexo feminino. “O homem pode até trair mais, mas quando a mulher trai, ela o faz com maior cautela e atenção. Por isso, ela prefere não se arriscar a se envolver com qualquer pessoa e, nisso, entra o nosso serviço, que permite a busca por pessoas de maneira sigilosa”, explica o CEO do site.
Apesar de tratar o seu serviço como uma ferramenta aliada dos relacionamentos, Noel Biderman revela já ter ouvido muitas críticas sobre a atuação do Ashley Madison. Questionado sobre as acusações de ter causado muitos divórcios, ele defende-se garantindo que os usuários que se cadastram no site já não estão plenamente satisfeitos em suas relações e que trairiam de qualquer maneira – com ou sem a ajuda do site. Fonte: Proxxima
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